A prática da pesquisa é uma prática pedagógica que sistematiza a formação especialmente através da integração dos participantes do grupo num coletivo movimentado pelo espírito democrático. De um grupo de pesquisa pode emergir a pesquisa como proposta pedagógica - " inventariando fenômenos, analisando e historicizando situações, adentrando-se na realidade para melhor situar-se - aprendendo a articular o referencial teórico que respalda a prática."(Calazans,1999,p.65)
Thompson (1992,p.31) aponta que a pesquisa em parceria com alunos interrompe o conflito entre ensino e pesquisa e possibilita que o professor se torne um profissional melhor. Acredita ele que a pesquisa e o ensino acabam sendo feitos com mais eficiência em decorrência de um projeto de pesquisa em grupo que é ao mesmo tempo pesquisa e ensino.
Armgard
quarta-feira, 14 de maio de 2008
terça-feira, 13 de maio de 2008
Gravidez e adolescência - investigação de histórias vivas: cuidar ou ser cuidada?
Pesquisadora Responsável: Maria Simone Vione Schwengber
Esta pesquisa visa analisar a ocorrência da gravidez de adolescentes do Município de Ijuí-RS, buscando compreender, a partir de biografias – trajetórias afetivo-sexuais, familiares, educacionais –, as experiências dessas adolescentes com a gravidez e com a maternagem precoces. Para tanto partimos das seguintes questões: quais os fatores que, inerentes a classes economicamente desfavorecidas, são responsáveis pela maior incidência da gravidez de adolescentes pertencentes a essas classes? Ainda: a gravidez na adolescência é um problema individual ou também de saúde pública pela dimensão que envolve?
Nossas hipóteses, neste momento, apontam uma série de fatores como responsáveis pela incidência da gravidez em adolescentes em especial das classes economicamente desfavorecidas. Dentre esses fatores, destaca-se a busca dessas adolescentes pela afirmação da própria existência no mundo (busca do próprio espaço), pois imaginam que a gravidez terá o condão de lhes proporcionar liberdade e autonomia, bem como de suprimir a carência por serem mais cuidadas e respeitadas pelos outros, em particular, pelo companheiro, que, em geral, é mais velho (perspectiva de um “porto seguro” imediato?). Em razão de que a classe a que pertencem apresenta poucas alternativas, quando apresenta (por exemplo: estudo, emprego, profissão). Assim, embora almejem romper com a tradição de sua família, acabam por intensificar a história familiar, reforçando a tradição do mito do amor materno e da equação das identidades mulher = esposa, mulher = mãe, em vez de desafiá-lo.
Esta pesquisa será em parceria com a Secretaria de Ação Social de Ijuí-RS, uma vez que, essa mantém Programas Sócio-Educativos Familiares (ASEF), mais especificamente com o CAAMI – Centro de atendimento Municipal de Adolescente de Ijuí-Rs, direcionado às famílias de baixa renda, vulnerabilizadas pela pobreza e em situação de considerável risco social. Sendo assim as adolescentes serão triadas a partir desse Serviço de Ação Social de Ijuí.A investigação que propusemos incluirá a combinação de um estudo que envolve estratégias metodológicas tanto quantitativas com procedimentos estatísticos, quanto qualitativas com análises temáticas a partir das informações coletadas por meio de entrevistas semi-estruturadas e observações, as quais possibilitarão relacionar diferentes aspectos da ocorrência da gravidez na adolescência no Município de Ijuí-RS tais como: o respectivo perfil socioeconômico das famílias delineando: idade, nível de escolarização, inclusive familiar pai e mãe, renda, religião, acessibilidade aos serviços de saúde, ocupação, menarca, vida sexual, tipo de parto, número de gestações e realização de pré-natal; características socioeconômicas, culturais do parceiro, vida conjugal (ou não); repercussões da gravidez e arranjos subseqüentes; experiência da maternidade e rede de apoio oferecida pelo serviço de saúde, da ação social, interferências percebidas nos relacionamentos familiares e afetivos, nas atividades escolares e de lazer, e nos projetos de futuro. Desafiamo-nos, assim, a compreender a maternidade e, principalmente, a gravidez na adolescência, identificando os múltiplos sentidos, pois há um contexto específico ainda a ser explorado, sobretudo, no Brasil, sobre as “delicadezas e rudezas”, a “força e a poesia” existentes nas histórias das adolescentes e das gravidezes sejam elas desejadas/recusadas, realizadas/interrompidas.
Esta pesquisa visa analisar a ocorrência da gravidez de adolescentes do Município de Ijuí-RS, buscando compreender, a partir de biografias – trajetórias afetivo-sexuais, familiares, educacionais –, as experiências dessas adolescentes com a gravidez e com a maternagem precoces. Para tanto partimos das seguintes questões: quais os fatores que, inerentes a classes economicamente desfavorecidas, são responsáveis pela maior incidência da gravidez de adolescentes pertencentes a essas classes? Ainda: a gravidez na adolescência é um problema individual ou também de saúde pública pela dimensão que envolve?
Nossas hipóteses, neste momento, apontam uma série de fatores como responsáveis pela incidência da gravidez em adolescentes em especial das classes economicamente desfavorecidas. Dentre esses fatores, destaca-se a busca dessas adolescentes pela afirmação da própria existência no mundo (busca do próprio espaço), pois imaginam que a gravidez terá o condão de lhes proporcionar liberdade e autonomia, bem como de suprimir a carência por serem mais cuidadas e respeitadas pelos outros, em particular, pelo companheiro, que, em geral, é mais velho (perspectiva de um “porto seguro” imediato?). Em razão de que a classe a que pertencem apresenta poucas alternativas, quando apresenta (por exemplo: estudo, emprego, profissão). Assim, embora almejem romper com a tradição de sua família, acabam por intensificar a história familiar, reforçando a tradição do mito do amor materno e da equação das identidades mulher = esposa, mulher = mãe, em vez de desafiá-lo.
Esta pesquisa será em parceria com a Secretaria de Ação Social de Ijuí-RS, uma vez que, essa mantém Programas Sócio-Educativos Familiares (ASEF), mais especificamente com o CAAMI – Centro de atendimento Municipal de Adolescente de Ijuí-Rs, direcionado às famílias de baixa renda, vulnerabilizadas pela pobreza e em situação de considerável risco social. Sendo assim as adolescentes serão triadas a partir desse Serviço de Ação Social de Ijuí.A investigação que propusemos incluirá a combinação de um estudo que envolve estratégias metodológicas tanto quantitativas com procedimentos estatísticos, quanto qualitativas com análises temáticas a partir das informações coletadas por meio de entrevistas semi-estruturadas e observações, as quais possibilitarão relacionar diferentes aspectos da ocorrência da gravidez na adolescência no Município de Ijuí-RS tais como: o respectivo perfil socioeconômico das famílias delineando: idade, nível de escolarização, inclusive familiar pai e mãe, renda, religião, acessibilidade aos serviços de saúde, ocupação, menarca, vida sexual, tipo de parto, número de gestações e realização de pré-natal; características socioeconômicas, culturais do parceiro, vida conjugal (ou não); repercussões da gravidez e arranjos subseqüentes; experiência da maternidade e rede de apoio oferecida pelo serviço de saúde, da ação social, interferências percebidas nos relacionamentos familiares e afetivos, nas atividades escolares e de lazer, e nos projetos de futuro. Desafiamo-nos, assim, a compreender a maternidade e, principalmente, a gravidez na adolescência, identificando os múltiplos sentidos, pois há um contexto específico ainda a ser explorado, sobretudo, no Brasil, sobre as “delicadezas e rudezas”, a “força e a poesia” existentes nas histórias das adolescentes e das gravidezes sejam elas desejadas/recusadas, realizadas/interrompidas.
Juventude e escolarização
Pesquisadora Responsável: Andréa Becker Narvaes
Este trabalho procura entender a juventude como categoria social constituída por uma condição social e por uma representação cultural. A juventude como um momento do ciclo de vida humano universal, vivido e significado de forma variada por cada sociedade ou grupo social em cada espaço e tempo definido. O engajamento é aqui entendido como um comprometimento consciente com uma idéia ou causa que pode ter caráter social, político e ou cultural. A partir do reconhecimento do tempo presente como um tempo onde novas relações sociais entre as instituições e os sujeitos estão sendo tecidas e novas identidades não cessam de nascer, nos perguntamos quem é e como é o jovem hoje?
Considerando a escola um dos espaços de socialização da juventude nos dirigimos a ela para perguntar: como nossos jovens alunos participam da vida escolar? Outra questão é como a escola educa para participação juvenil? A escola se constitui em espaço de formação do protagonismo juvenil?
Este trabalho procura entender a juventude como categoria social constituída por uma condição social e por uma representação cultural. A juventude como um momento do ciclo de vida humano universal, vivido e significado de forma variada por cada sociedade ou grupo social em cada espaço e tempo definido. O engajamento é aqui entendido como um comprometimento consciente com uma idéia ou causa que pode ter caráter social, político e ou cultural. A partir do reconhecimento do tempo presente como um tempo onde novas relações sociais entre as instituições e os sujeitos estão sendo tecidas e novas identidades não cessam de nascer, nos perguntamos quem é e como é o jovem hoje?
Considerando a escola um dos espaços de socialização da juventude nos dirigimos a ela para perguntar: como nossos jovens alunos participam da vida escolar? Outra questão é como a escola educa para participação juvenil? A escola se constitui em espaço de formação do protagonismo juvenil?
Prátricas de letramento de alunos surdos em contexto de escola inclusiva
Pesquisadora Responsável: Patrícia Schelp
A presente pesquisa investiga o uso social da leitura e da escrita, o letramento, em uma classe específica de surdos, no contexto de uma escola inclusiva. Busca-se entender se a língua escrita está sendo utilizada de forma significativa pelos surdos para constituí-los enquanto sujeitos letrados. Tal objetivo é induzido pela constatação de que a maioria dos surdos apresenta dificuldades para atribuir sentido ao que lê, ou seja, aprendem as técnicas de codificação e decodificação, mas possuem dificuldades em significar, interpretar e compreender um texto. A abordagem metodológica privilegia os registros etnográficos coletados nas atividades rotineiras de uma escola regular que oferece atendimento aos alunos surdos. Além do diário de campo, onde são registradas as rotinas de sala de aula e as atividades dos surdos, os materiais desses alunos foram analisados na perspectiva de compreender o processo de significação da escrita; também são utilizadas gravações em vídeo de intervenções feitas com os alunos pesquisados, entrevistas e questionário com as professoras. O letramento aborda aspectos sócio-históricos da aquisição de um sistema de escrita e suas conseqüências para os sujeitos que vivem e interagem na sociedade, esta fundada no uso da escrita, mesmo aqueles não alfabetizados. O surdo apóia-se indiretamente na relação oralidade/escrita, o que se faz necessário considerar o aspecto visual como fator relevante no processo de aquisição da escrita, por isso, o letramento visual é uma forma significativa de uso da língua para este sujeito. Os resultados da pesquisa, ainda parciais, sugerem que as práticas em sala de aula consistem em atividades que não contemplam as funções sociais da leitura e da escrita e que, apesar dos surdos não apoiarem-se na oralidade para desenvolver estratégias para a compreensão do português escrito, as atividades são propostas de forma descontextualizadas, ou seja, a ênfase se dá no ensino de vocábulos isolados.
A presente pesquisa investiga o uso social da leitura e da escrita, o letramento, em uma classe específica de surdos, no contexto de uma escola inclusiva. Busca-se entender se a língua escrita está sendo utilizada de forma significativa pelos surdos para constituí-los enquanto sujeitos letrados. Tal objetivo é induzido pela constatação de que a maioria dos surdos apresenta dificuldades para atribuir sentido ao que lê, ou seja, aprendem as técnicas de codificação e decodificação, mas possuem dificuldades em significar, interpretar e compreender um texto. A abordagem metodológica privilegia os registros etnográficos coletados nas atividades rotineiras de uma escola regular que oferece atendimento aos alunos surdos. Além do diário de campo, onde são registradas as rotinas de sala de aula e as atividades dos surdos, os materiais desses alunos foram analisados na perspectiva de compreender o processo de significação da escrita; também são utilizadas gravações em vídeo de intervenções feitas com os alunos pesquisados, entrevistas e questionário com as professoras. O letramento aborda aspectos sócio-históricos da aquisição de um sistema de escrita e suas conseqüências para os sujeitos que vivem e interagem na sociedade, esta fundada no uso da escrita, mesmo aqueles não alfabetizados. O surdo apóia-se indiretamente na relação oralidade/escrita, o que se faz necessário considerar o aspecto visual como fator relevante no processo de aquisição da escrita, por isso, o letramento visual é uma forma significativa de uso da língua para este sujeito. Os resultados da pesquisa, ainda parciais, sugerem que as práticas em sala de aula consistem em atividades que não contemplam as funções sociais da leitura e da escrita e que, apesar dos surdos não apoiarem-se na oralidade para desenvolver estratégias para a compreensão do português escrito, as atividades são propostas de forma descontextualizadas, ou seja, a ênfase se dá no ensino de vocábulos isolados.
Espaço-tempo no cotidiano escolar: marcas e produções no currículo.
Pesquisadora Responsável: Maridalva Bonfanti Maldaner
O trabalho de pesquisa pretende situar o espaço e o tempo como elementos ordenadores do currículo escolar. Percorrer as inscrições de suas marcas que se inscrevem no cotidiano escolar, bem como professores (as) e alunos (as) constroem territórios escolares a partir dos significados atribuídos à organização espaço-tempo.
O trabalho de pesquisa pretende situar o espaço e o tempo como elementos ordenadores do currículo escolar. Percorrer as inscrições de suas marcas que se inscrevem no cotidiano escolar, bem como professores (as) e alunos (as) constroem territórios escolares a partir dos significados atribuídos à organização espaço-tempo.
“ELAS” estão no Ensino Fundamental e na Educação Infantil: Identidades culturais, vozes da escola.
Pesquisadora Responsável: Noeli Valentina Weschenfelder
O projeto de pesquisa em andamento “ELAS” estão no Ensino Fundamental e na Educação Infantil: Identidades culturais, vozes da escola, na esteira dos estudos no campo da cultura, realiza um trabalho investigativo, no qual o procedimento é indagar sobre sentidos produzidos pelos protagonistas da escola. Pretende nesse contexto, de modo especial nos anos iniciais, buscar entender o que acontece em meio aos fazeressaberes de sujeitos praticantes do cotidiano, a partir de suas narrativas, usos, negociações, enfim, dos indícios que possamos ver e dos dados que possamos gerar. Entendemos o cotidiano da escola, como um território complexo e plural, nos desafiando em busca de outras configurações teórico-metodológicas para pensar com os seus sujeitos questões relativas ao contexto educacional. A investigação permite acompanhar e criar condições para que os sujeitos da escola, crianças/alunos/as e adultos/professores/as possam valorizar a cultura escolar, redefinindo relações sociais no interior de seus coletivos com vistas à problematização de relações de poder excludentes. As atividades desenvolvidas em algumas instituições públicas (educação infantil e anos iniciais) urbanas (duas) e rurais (duas) têm como ponto de partida a observação participante. No processo das observações, da “escuta sensível” e do diálogo interessado com os sujeitos da escola, procuramos potencializar os coletivos infantis e docentes como espaços de formação. A utilização de uma metodologia qualitativa com viés etnográfico, possibilita envolver a narrativa, a descrição e a interpretação considerando as vozes dos sujeitos infantis e adultos. Para tal empreendimento investigativo alguns procedimentos são emprestados da etnografia infantil propostos pela Sociologia da Infância e da Antropologia da Criança, com especial atenção para a geração de dados por meio de atividades lúdicas como, desenhos, falas, oralidade, histórias infantis, fotografia, e outros procedimentos. Nas análises pretende-se também refletir sobre os conteúdos das identidades (gênero, geração, profissão, classe social, etnia, sexualidade, ruralidade, urbanidade, religiosidade, por exemplo) como sentidos construídos discursivamente. No decorrer da pesquisa objetivamos encorajar nas escolas a ampliação de espaços para a participação nas decisões que incidem em planejamentos, organização e desenvolvimentos de atividades, ocupação de espaços internos e externos pelas crianças.
O projeto de pesquisa em andamento “ELAS” estão no Ensino Fundamental e na Educação Infantil: Identidades culturais, vozes da escola, na esteira dos estudos no campo da cultura, realiza um trabalho investigativo, no qual o procedimento é indagar sobre sentidos produzidos pelos protagonistas da escola. Pretende nesse contexto, de modo especial nos anos iniciais, buscar entender o que acontece em meio aos fazeressaberes de sujeitos praticantes do cotidiano, a partir de suas narrativas, usos, negociações, enfim, dos indícios que possamos ver e dos dados que possamos gerar. Entendemos o cotidiano da escola, como um território complexo e plural, nos desafiando em busca de outras configurações teórico-metodológicas para pensar com os seus sujeitos questões relativas ao contexto educacional. A investigação permite acompanhar e criar condições para que os sujeitos da escola, crianças/alunos/as e adultos/professores/as possam valorizar a cultura escolar, redefinindo relações sociais no interior de seus coletivos com vistas à problematização de relações de poder excludentes. As atividades desenvolvidas em algumas instituições públicas (educação infantil e anos iniciais) urbanas (duas) e rurais (duas) têm como ponto de partida a observação participante. No processo das observações, da “escuta sensível” e do diálogo interessado com os sujeitos da escola, procuramos potencializar os coletivos infantis e docentes como espaços de formação. A utilização de uma metodologia qualitativa com viés etnográfico, possibilita envolver a narrativa, a descrição e a interpretação considerando as vozes dos sujeitos infantis e adultos. Para tal empreendimento investigativo alguns procedimentos são emprestados da etnografia infantil propostos pela Sociologia da Infância e da Antropologia da Criança, com especial atenção para a geração de dados por meio de atividades lúdicas como, desenhos, falas, oralidade, histórias infantis, fotografia, e outros procedimentos. Nas análises pretende-se também refletir sobre os conteúdos das identidades (gênero, geração, profissão, classe social, etnia, sexualidade, ruralidade, urbanidade, religiosidade, por exemplo) como sentidos construídos discursivamente. No decorrer da pesquisa objetivamos encorajar nas escolas a ampliação de espaços para a participação nas decisões que incidem em planejamentos, organização e desenvolvimentos de atividades, ocupação de espaços internos e externos pelas crianças.
No contexto da contra-cultura da cultura da violência : Efeitos do Processo Educativo de ONGs diante da Violência Juvenil
Pesquisadora Responsável: Armgard Lutz
Esta pesquisa objetiva estudar os efeitos de processos educativos organizados por ONGs – Organizações Não Governamentais – através de projetos sociais endereçados a jovens em situação de vulnerabilidade social, agentes ou objeto de violências. O recorte dos efeitos detém-se nas possibilidades de alteração nas representações dos jovens sobre violência com a qualidade de alteração/intervenção na realidade em que transita e ou em sua subjetividade e nas relações das práticas cotidianas. Compreende-se que a violência sofrida e ou praticada por jovens em situação de vulnerabilidade social apresenta múltiplas e complexas origens na mesma medida em que produz impactos com caráter de marcas, estigmas e julgamentos nas vidas dos jovens. A violência juvenil é foco de atenção da sociedade através da rede de proteção agindo muito mais como controladora, julgadora sob a tensão do desejo de mudar os jovens. O desejo de mudar os jovens desencadeia ações e processos educativos adultocêntricos, com ou sem a participação deles, e em havendo a participação ela pode estar atravessada pela tolerância nefasta. Suas necessidades, conflitos, formas de aprender e de posicionar-se diante dos desafios da vida não são tomados como ancoragem das propostas a eles direcionadas. Argumenta-se sobre o poder juvenil na medida em que produz cultura, toma decisões esclarecidas sob um olhar que rompe com paradigmas e limites tácitos e permite intervir na realidade especialmente através da apropriação da educação em direitos humanos. Toma-se a individuação - conceito apresentado por Alberto Melucci – e a visibilidade/invisibilidade frente a diferenças – segundo Deleuze, como conceitos chaves. A explicitação conceitual converge para a problematização das violências a que se vinculam os jovens, que sofrem especialmente pelo preconceito e indiferença; reflexão sobre outras possibilidades de atuação e pertencimento a partir da elaboração criativa praticada por eles. Busca-se acionar a reflexão mediante a metodologia etnográfica utilizando a entrevista com grupos focais de jovens participantes de projetos sociais e de não participantes; entrevistas individuais com jovens dos distintos grupos e dos agentes do processo educativo.
Esta pesquisa objetiva estudar os efeitos de processos educativos organizados por ONGs – Organizações Não Governamentais – através de projetos sociais endereçados a jovens em situação de vulnerabilidade social, agentes ou objeto de violências. O recorte dos efeitos detém-se nas possibilidades de alteração nas representações dos jovens sobre violência com a qualidade de alteração/intervenção na realidade em que transita e ou em sua subjetividade e nas relações das práticas cotidianas. Compreende-se que a violência sofrida e ou praticada por jovens em situação de vulnerabilidade social apresenta múltiplas e complexas origens na mesma medida em que produz impactos com caráter de marcas, estigmas e julgamentos nas vidas dos jovens. A violência juvenil é foco de atenção da sociedade através da rede de proteção agindo muito mais como controladora, julgadora sob a tensão do desejo de mudar os jovens. O desejo de mudar os jovens desencadeia ações e processos educativos adultocêntricos, com ou sem a participação deles, e em havendo a participação ela pode estar atravessada pela tolerância nefasta. Suas necessidades, conflitos, formas de aprender e de posicionar-se diante dos desafios da vida não são tomados como ancoragem das propostas a eles direcionadas. Argumenta-se sobre o poder juvenil na medida em que produz cultura, toma decisões esclarecidas sob um olhar que rompe com paradigmas e limites tácitos e permite intervir na realidade especialmente através da apropriação da educação em direitos humanos. Toma-se a individuação - conceito apresentado por Alberto Melucci – e a visibilidade/invisibilidade frente a diferenças – segundo Deleuze, como conceitos chaves. A explicitação conceitual converge para a problematização das violências a que se vinculam os jovens, que sofrem especialmente pelo preconceito e indiferença; reflexão sobre outras possibilidades de atuação e pertencimento a partir da elaboração criativa praticada por eles. Busca-se acionar a reflexão mediante a metodologia etnográfica utilizando a entrevista com grupos focais de jovens participantes de projetos sociais e de não participantes; entrevistas individuais com jovens dos distintos grupos e dos agentes do processo educativo.
Os sentidos e representações dos professores acerca da inclusão
Pesquisadora Responsável: Marta Estela Borgmann
O Grupo Interinstitucional de Pesquisa com a Educação Básica ( GIPEB) no seu objetivo amplo de interpretar a ampla e complexa teia de relações inerentes a um currículo em ação nos mais diversos discursos e práticas escolares, dá origem a este projeto de pesquisa que examina discursos e práticas escolares a partir da escuta do professor que recebe alunos com necessidades educacionais especiais em sua sala de aula. Compreender o ensino do ponto de vista do professor é também compreendê-lo por quem se faz sujeito da história. Por isso, esta investigação busca conhecer os sentidos e representações que os professores tem em relação a inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais na educação básica.Este estudo apresenta alguns pontos relacionados diretamente a formação de professores para a diversidade possibilitando compreender como os professores aprendem a trabalhar dentro da perspectiva da inclusão e de que forma constroem seus saberes. Para isto, serão organizados nas escolas que aceitaram participar da pesquisa, grupos para escutar,sentir, vivenciar seus conhecimentos a cerca da inclusão e assim, no próprio grupo, numa busca coletiva, desenvolver sensibilidades para aquele que é diferente a partir das suas necessidades educacionais especiais.
O Grupo Interinstitucional de Pesquisa com a Educação Básica ( GIPEB) no seu objetivo amplo de interpretar a ampla e complexa teia de relações inerentes a um currículo em ação nos mais diversos discursos e práticas escolares, dá origem a este projeto de pesquisa que examina discursos e práticas escolares a partir da escuta do professor que recebe alunos com necessidades educacionais especiais em sua sala de aula. Compreender o ensino do ponto de vista do professor é também compreendê-lo por quem se faz sujeito da história. Por isso, esta investigação busca conhecer os sentidos e representações que os professores tem em relação a inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais na educação básica.Este estudo apresenta alguns pontos relacionados diretamente a formação de professores para a diversidade possibilitando compreender como os professores aprendem a trabalhar dentro da perspectiva da inclusão e de que forma constroem seus saberes. Para isto, serão organizados nas escolas que aceitaram participar da pesquisa, grupos para escutar,sentir, vivenciar seus conhecimentos a cerca da inclusão e assim, no próprio grupo, numa busca coletiva, desenvolver sensibilidades para aquele que é diferente a partir das suas necessidades educacionais especiais.
Currículo, memória e cultura escolar
Pesquisadora responsável: Anna Rosa Fontella Santiago
Numa abordagem hermenêutica a pesquisa busca interpretar as prescrições didáticas dos manuais escolares endereçados aos professores dos anos iniciais da educação básica, desde o início do século XX. Fundamentando-se na hipótese de que os textos e as orientações curriculares em que a docência se apóia produzem uma “cultura escolar” que conforma, nas escolas brasileiras, práticas pedagógicas e modelos de sociabilidade, os manuais escolares são tomados como objeto de investigação e interpretados como significantes através dos quais se pode (re)constituir a memória escolar impressa em conteúdos e métodos de ensino que constituem marcas identitárias da escola contemporânea. Com esses objetivos, a pesquisa desenvolve-se em duas instâncias: a) análise de manuais escolares com orientações didáticas dirigidas aos professores das séries iniciais no período em estudo, tomando como referência o texto e o contexto histórico que produzem os discursos pedagógicos hegemônicos; b) investigação com o cotidiano da escola buscando interpretar os novos desenhos curriculares e as relações pedagógicas, hoje mediadas pelas tecnologias de informação.
Numa abordagem hermenêutica a pesquisa busca interpretar as prescrições didáticas dos manuais escolares endereçados aos professores dos anos iniciais da educação básica, desde o início do século XX. Fundamentando-se na hipótese de que os textos e as orientações curriculares em que a docência se apóia produzem uma “cultura escolar” que conforma, nas escolas brasileiras, práticas pedagógicas e modelos de sociabilidade, os manuais escolares são tomados como objeto de investigação e interpretados como significantes através dos quais se pode (re)constituir a memória escolar impressa em conteúdos e métodos de ensino que constituem marcas identitárias da escola contemporânea. Com esses objetivos, a pesquisa desenvolve-se em duas instâncias: a) análise de manuais escolares com orientações didáticas dirigidas aos professores das séries iniciais no período em estudo, tomando como referência o texto e o contexto histórico que produzem os discursos pedagógicos hegemônicos; b) investigação com o cotidiano da escola buscando interpretar os novos desenhos curriculares e as relações pedagógicas, hoje mediadas pelas tecnologias de informação.
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